Cap. 2
A caverna era o lugar que dava mais medo aos cidadãos e aos turistas. Os rumores que rolavam pelas redondezas eram muito medonhos. Kyry foi à caverna e chegando lá já foi tomado pelo medo, mais o medo foi logo vencido pela saudade e dor. O grito de sua mãe estava tomando todo o seu cérebro, até que ele foi cortado por uma estranha voz.
- Quem está ai? Responda! Quem estar ai?- Gritava Kyry, em busca do dono da voz. - Ahn? Ir até aí? Eu não posso. Por favor, me ajude! A cidade… a cidade estar correndo perigo… minha mãe tá morrendo, ME AJUDE!- Kyry botava todas as suas esperanças nessa voz que escutava, não tinha a quem recorrer e também não podia ficar parado. - O que? Eu ir até aí? Você vai me ajudar? Serio? To indo.
Kyry foi seguindo o caminho. Guiado pela voz, ele seguia por corredores cobertos de morcegos e pequenos corredores. Quando passou pelo ultimo corredor ele se viu em uma grande escuridão, e se não tivesse obedecido à voz, que falava apenas em sua cabeça ele teria batido em um grande portão que o aguardava na sua frente. Seus olhos aos poucos foram se acostumando com a escuridão e ele podia ver a penumbra das coisas em sua volta. O portão que estava a sua frente tinha apenas um ponto brilhando, era uma maçaneta de ouro. Era de um ouro reluzente, brilhante, mas tinha algo que ofuscava seu brilho, algo que impedia dela brilhar totalmente.
- Abrir? Abrir a porta?- Kyry obedecia sem hesita e não se importava com o que seguia. Qualquer esperança de salvar sua mãe e sua vila, era aceitável, não importando o que seja.
Kyry abriu a porta. Teve uma surpresa. Ele viu uma sala brilhante, reluzente, toda iluminada com ouro e chamas, muitas tochas com chamar amareladas. O brilho fez seus olhos doerem. Aos poucos foi se acostumando e ele conseguiu enxergar tudo direito. Para dizer a verdade ele não sabia o porquê daquela iluminação toda, pois, as estantes de ouro que estavam ali, estavam vazias. A única coisa que tinha ali era um grande quadro. Um quadro de uma grande paisagem, com flores e montanhas muito verdes. Era linda, as coisas mais estranhas que haviam ali eram umas cabeças de dragões na moldura dos quadros, no centro da moldura tinha uma cabeça maior com um formato diferente, mais formosa e robusta.
- E agora o que eu faço? RESPONDA OQUE EU FAÇO?- Kyry se desesperava, não escutava mais a voz que estava ali, não escutava mais nada alem do barulho que o fogo fazia ao queimar a tocha. Chorando, Kyry desabou no chão, lembrava cada vez mais do grito de sua mãe ao ser cortada, um grito que crescia mais e mais. Kyry estava em um estado de desespero, um estado de loucura. Chegou até aquele lugar seguindo uma voz que ecoava dentro de sua cabeça, ser ver ninguém, ser ouvir ninguém. Kyry pegou uma pedra e atirou no quadro, depois outra e outra, até se levantar e correr em direção ao quadro e acerta-lo um soco, um soco tão forte que o seu sangue escorreu pelo punho. A dor era forte mais Kyry não se importava, ele esmurrava e esmurrava cada vez mais a o quadro até um ao pingar de uma gota de sangue na cabeça de dragão central, aquela cabeça maior. Ao pingar o sangue na cabeça uma luz se formou envolva dela. Kyry ouviu mais uma vez e voz que disse "Você tem o que eu preciso.". A luz envolveu Kyry. A ele já não enxergava nada na sua frente, sentia algo entrando em seu corpo, uma espécie de presença a qual não sabia explicar.
- Será o seu fim!- disse Kyry quando a luz ia se disipando. Ele já não era ele mesmo, sua aparência era a mesma, mais o sua cabeça estava confusa. Ele só consegui pensar em uma coisa: vingança.
Kyry foi correndo para a vila, como se estivesse possuído. Ele corria numa velocidade muito grande, como se estivesse em cima de uma carroça puxada por três cavalos. Por onde andava levantava poeira. Já não era mais Kyry que estava naquele corpo, era outra coisa que estava ali.
- Muito bem, caros amigos! Ponha todo o donheiro aqui nessa pilha. - Gritava o líder em cima de um banco apontando para o chão. Havia muitos corpos no chão, muitas pessoas estavam vivas também mais muito feridas. Aos poucos a pilha de dinheiro e objetos de valor ia aumentando e o sorriso de prazer nos rostos dos assaltantes também aumentaram.
- Cadê? Me digam onde ele está?- Kyry perguntava aos assaltante, procurando pelo assassino de sua mãe.
- Ora ora se não é aquele menino de hoje mais cedo- Falava o líder. - Onde esta quem, minha criança?
- Cadê? Me diga, onde?- Sua voz era coberta de ódio e sede de vingança. - Onde?
- Desculpe minha criança mais eu não sei de quem você estar falando. - Disse o homem virando-se para os seus companheiros- Gente podem acabar com o assalto. Vamos transformar essa cidade em uma cidade fantasma!!!- Dizia gritando com um sorriso diabólico no rosto.
Os assaltantes começaram a matar e as pessoas e a incêndios as casa. Kyry não se movia apenas ficava procurando o homem que matou sua mãe. Um dos assaltantes foi para cima dele para matá-lo, mais antes que conseguisse, ele se virou para o homem e viu seu rosto. Era o homem que matou sua mãe. Kyry se esquivou de sua improvável morte. Apontou seus dedos para ele de onde saíram cipós espinhosos. Os cipós se enrolaram no corpo do homem deixando-o imobilizado, ele gritava de dor, pois os cipós alem de apertado, os espinhos perfuravam seu corpo. Ao ver sua boca aberta, Kary fez um cipó sair de seu dedo polegar e entrar garganta adentro até chegar ao outro lado de seu corpo. Quando viu que ele já estava sem vida, o arremessou para longe. Ao verem os outros começaram a gritar:
- Ele é a encarnação do mal. Ele é a encarnação do senhor da escuridão.
Todos saíram correndo na direção dele, apontando suas espadas mais foi em vão. Com seus cipós Kary matou um a um sem restar uma viva alma no lugar. A cidade ficou como o Homem tinha dito. Uma cidade fantasma.
Quando ele havia acabado, começou a chover flores de pinheiro canadense como se estivesse no inicio de outono. As folhas apagavam o fogo abafando-o.
Mais tarde Kyry ficou conhecido como "O senhor das arvores"!
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Há 15 anos

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